Salvem as diferenças. Autor(a): Priscila Manni.

Existem vários tipos de amor. Várias formas de amar. Isso é claro. Agora, alguns padrões se repetem e se repetem e se repetem entre homens e mulheres.
Algumas mulheres, prejudicadas por traumas e fanfarrices dos garotos (preciso fazer a defesa das amigas agora, antes que me chamem de machista), acabam investindo no “parceiro ideal”. O termo já virou um mito, uma instituição. É óbvio que sou defensora da auto-estima, do amor próprio, “faço minha lição de casa”, como diz a minha terapeuta. Mas, algumas mulheres, levam a questão a ferro e fogo. O homem tem que ser exatamente do jeito que ela planejou, sem mais nem menos. Não pode ter um fio de cabelo fora do lugar e, pior, se tiver, ele que mude.
Muitas mulheres acreditam nesta ilusão. A partir daí existem vários caminhos:
1 - a mulher se engana e acredita que aquele homem é perfeito. Troca defeitos por qualidades. Fica cega. Não vê. Quando a máscara do parceiro cai (mais ou menos num prazo de 1 ano e meio, 2, que é o quanto dura a paixão), ela se depara com um ser completamente diferente do que aquele por quem se apaixonou.
2 - a mulher se empenha, dá tudo de si, faz qualquer coisa pra mudar o parceiro. Marca horários imutáveis, não aceita as colocações dele, quer tudo do jeito dela, pressiona, cobra, exige. O cara não pode pisar fora da linha, que vai ouvir uma hora de sermão, no mínimo. Além disso, ele tem que estar sempre pronto pra ouví-la, levá-la em restaurantes, dar toda a atenção do mundo, senão, já viu…
Esta segunda opção se divide em outras duas:
A PIOR - O cara tenta argumentar, mas é vencido pela força e pela brabeza das senhoritas. Passa a cumprir horários, a atender desejos, a obedecer. Um belo dia, o companheiro se dá conta que não é mais quem pensava ser. Se sente anulado, sufocado, preso. Talvez para algumas, eu nem precise continuar…mas vamos lá. O cara “pira”, não tem como, é a natureza… dá uma escapadinha, não pra trair ou porque não ama. Quer saber? Não é nem só por tesão, o cara pula a cerca pra sentir que tem o controle da situação, pelo menos por um momento…
A OUTRA - O cara mostra pra moça que não é bem por aí… que ele precisa manter a individualidade, assim como nós, mulheres, também precisamos. Fala da relação em que os dois são seres individuais, por mais que, juntos, se completem. Oferece um amor real, de verdade, que condiz com o mundo… um amor honesto, livre, sem mentiras, sem controles, sem robôs perfeitos. Não que esse cara não vá trair a parceira. Nada disso é garantia, mas, ao menos, se ele trair, você saberá que é porque não ama mesmo, não sente mais atração e não porque se sentiu sufocado.
A diferenças existem para serem toleradas. Ninguém odeia alguém porque tem a pele e o cabelo diferentes dos seus. Você olha, analisa, investiga, tenta entender. Preservar as diferenças é preservar a nós mesmos. É amar, acima das nossas próprias convicções e da nossa programação social. É estar lá, presente, e deixar o outro ser o que for… atrasado, distraído, bagunceiro, tímido, extrovertido, briguento, pacífico, calmo… tantas e tantas características que são natas e preciosas, porque tudo tem os dois lados… ser mais relaxado, mais bagunceiro que você tem as suas vantagens…ou ainda, mais realista, mais duro com a vida também… as diferenças estão aí para serem completadas, absorvidas e não anuladas.
primanni@hotmail.com












” As diferenças estão aí para serem completadas”. A música não é nenhum clássico, mas dá para ilustrar um pouquinho.
Fico Assim Sem Você
Adriana Calcanhotto
Composição: Abdullah / Cacá Moraes
Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu, assim, sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu, assim, sem você…
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim…
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu, assim, sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu, assim, sem você…
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração…
Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo…
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu, assim, sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu, assim, sem você…
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim…
Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo…
Pri, que bacana ler seus textos de novo. Eu gostava muito das suas aventuras na Itália e já virei leitora do novo blog. Vou dedicar tempo para ver os outros posts do site.
Acabo de chegar em BH depois de um retiro de meditação no Rio e preciso te contar que pensei muito em você: tinha uma grávida liiinda por lá - a sua cara! Pude te ver em alguns anos.
Te adoro! Vamos manter contato, viu?! Depois passo novo celular.
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