É proibido rotular.. Autor(a): Adriano Rodrigues.

Metal, Rock’n'Roll, Pop, Hardcore, Punk, Eletrônico, Funk, R&B, Metal Industrial, Metalcore, Metalcore Industrial. Uma bagunça, não? Existe uma necessidade das pessoas rotularem uma banda num determinado estilo.
Desnecessária, eu diria.
Somos vítimas e escravos desses rótulos. Mantemos nossos ouvidos fechados a outros estilos apenas pelos rótulos. Colocamos a imagem antes da mensagem por trás da música. Já dei muitas risadas de metaleiros, quando ouvem uma banda e gostam do som, mas fazem cara feia quando vêm que a banda não passa de uma banda rotulada “emo”. É a mesma cara de uma criança quando descobre que o presente de natal dele é um par de meias. Acreditem, é bem engraçado.
Quantas vezes não ocorrem esse tipo de aversão à música? Quantas vezes nem sequer ouvimos alguma banda por simplesmente conhecê-los pelo “rótulo”? Aprender a ouvir os álbuns inteiros e descobrir a história da banda (ou artista) ao invés de julgar pelo que dizem dela. É um ótimo primeiro passo. Afinal, nenhuma banda deveria ter estampada em suas capas algum tipo de aviso como “Aqui Contém Metal” ou “Contém 2% de Distorção”.
Hoje a música não passa de um monte de rótulos. De idéias e melodias sendo enquadradas no que uma, digamos, “sociedade” acha correto ou plausível. Temos milhares de bandas parecidas, é verdade, mas porque fazer um “pastiche” de definições?
E chega a ser revoltante quando falamos: “Gosto de Funk, e um desavisado (desmiolado, talvez?) pergunta “Ah, tipo o Créu?”. Nada contra, mas um pouco de cultura vai bem, obrigado.
No fim, o que importa é a boa música. Sem rótulos, sem embalagem.

Adriano é guitarrista do Evora
e não entende porque o Incubus
não faz tanto sucesso no Brasil.
























Comente sobre este texto: