Dicionários

O registro do mais antigo dicionário de que se tem notícia data de sete séculos antes da Era Cristã, elaborado na Assíria, por ordem do rei Assurbanipal. O primeiro dicionário chinês data do ano 100 depois de Cristo e continha 9 mil verbetes.
No ocidente, os primeiros dicionários surgiram por volta do século I d.C. e eram de Grego e Latim. Na Europa Ocidental, só havia dicionários de Latim até o século XVI.
Em 1604, cerca de 1.500 anos depois do primeiro dicionário chinês, Robert Cowdrey elaborou o primeiro dicionário de Inglês, com apenas 3 mil verbetes.
Em 1694, a Academia Francesa fez seu primeiro grande dicionário de Francês, mas em ordem etimológica. A ordem alfabética somente foi adotada mais tarde.
Os mais famosos dicionários modernos são o de Samuel Johnson, de 1746, Inglaterra, o de Noah Webster, de 1828, Estados Unidos, reeditado e modernizado até hoje, e o de Oxford, Inglaterra, que começou a ser editado em 1882 e hoje é o maior dicionário do mundo, com cerca de 500 mil verbetes.
No Brasil, os melhores dicionários são os autorizados pela Academia Brasileira de Letras, a qual edita um excelente dicionário etimológico do Português. Alguns são bem conhecidos, como o de Caldas Aulete, normalmente editado em 5 volumes, tendo uma edição abreviada em um único volume.
O mais moderno dicionário brasileiro é o de Antonio Houaiss que, infelizmente, não viveu para ver sua obra monumental editada, e que conta com 228 mil verbetes. A excelência da pesquisa e o rigor na sua realização, em todas as suas etapas, o tornaram um marco, estabelecendo um novo patamar do saber na língua portuguesa.
Uma versão portuguesa do dicionário Houaiss será lançada em Portugal, a partir do banco de palavras utilizado na edição brasileira. Pela primeira vez, um dicionário concebido e elaborado por um filólogo brasileiro é reconhecido pelo governo português como obra de referência da língua, em função de sua qualidade e abrangência extraordinárias. Este projeto conseguiu o apoio e a chancela do Instituto Camões, do Instituto do Livro, das Bibliotecas da Academia de Ciências de Lisboa, da Fundação Gulbenkian e de diversas empresas privadas que apóiam a edição do dicionário em Portugal.
Ele é, hoje, considerado um dos três dicionários mais completos do mundo.










