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O Bug Apocalíptico

Salvador Laviano em 4 jul 2009 | 6 views |

666-celebrity-wallpaperHá exatamente dez anos, escrevi um pequeno texto sobre o, assim chamado, “bug do milênio”, aquele pequeno fantasma informático que aterrorizou a mente de todo profissional de computação, durante os últimos anos do século XX, com a promessa de que, na passagem do milênio, ia dar um “pau” federal em todos os computadores do mundo. O mistério era: Continuar lendo…

 
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Internet na Veia

Salvador Laviano em 15 jun 2009 | 61 views |

t130301É difícil acreditar que a dependência de ficar surfando na Internet tenha se tornado uma nova perturbação psíquica, mas assim como tem neguinho viciado em olhar vizinha boazuda de luneta, levar pico na BR3 ou tomar água que passarinho não bebe, tem babaca viciado em Internet. Continuar lendo…

 
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Par de Deux

Salvador Laviano em 4 abr 2009 | 94 views |

domain-nameCaro leitor, tenho certeza de que você já recebeu um e-mail ou viu um endereço de página na WWW onde as duas últimas letrinhas do domínio (sabia que tudo o que vem depois do “@” chama-se domínio??) não são “br”, que indica Brasil, ou “uk”, que indica Reino Unido (United Kingdom) ou outras duas com as quais você já se acostumou. Continuar lendo…

 
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Nu com a mão no bolso

Salvador Laviano em 8 fev 2009 | 245 views |

tecnologia-como-montar-planilha-controle-excel-460x345-br Em tempos de consumismo extremado, possuir um bem torna-se questão de ordem e aqueles destituídos das benesses estereotipadas, consubstanciadas em efêmeros objetos de prazer, sentem-se desconfortáveis, deslocados, como que fora da realidade. A eles se reservam olhares de reprovação e desdém. Continuar lendo…

 
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NANOTECNOLOGIA? AVE MARIA!

Salvador Laviano em 12 jan 2009 | 556 views |

nano“Santa sopa de letras, Batman, que diabo é isso?” Esse é o termo cunhado pelo prof. Eric Drexler nos anos 80 para  designar, pelo menos inicialmente, o universo das nanomáquinas que trabalhariam ao nível das moléculas. Continuar lendo…

 
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Morte Ataca

Salvador Laviano em 8 dez 2008 | 162 views |

Todo mundo sabe que um dos fatores de receita para o crime organizado, além das drogas, tráfico de pessoas e outras coisinhas sem importância, é o comércio ilegal de software, mais conmhecido como software pirata. Enquanto você compra uma cópia pirata de qualquer coisa e usa na sua casa, ainda passa. Continuar lendo…

 
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C’est la vie, Kasparov

Salvador Laviano em 27 nov 2008 | 307 views |

Não tivemos de esperar chegar o ano 2001 para ver o HAL 9000 (Heuristically programmed ALgorithmic computer) dando um peteleco no ser humano, segundo a idealização de Arthur Clark. Continuar lendo…

 
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Samba do Operador Louco

Salvador Laviano em 11 nov 2008 | 274 views |

Leia rápido a seguinte trovinha: “Meia noite, o sol brilhava. Um jovem velho, sentado em pé numa cadeira de madeira feita de pedra, calado, assim dizia: é melhor andar nu do que sem roupa”. Deu pra entender alguma coisa? Isso não passa de um amontoado de palavras sem nexo. Palavras devem fazer sentido, isoladas ou num contexto, onde seu sentido original pode variar um pouco. No contexto da informática, certas palavras têm seu sentido levemente alterado, como em qualquer jargão técnico, mas, às vezes, o pessoal exagera.

Escolhendo as palavras

O uso do Inglês, como linguagem universal da Informática, não foi por acaso. Primeiro, por ter sido em países de língua inglesa que esta ciência se desenvolveu, no início. Segundo, por possuir palavras suscintas e de conteúdo altamente significativo, o que é muito interessante para se usar num computador, onde o problema de espaço é crítico. Tudo muito bem até que alguém resolveu começar a traduzir as coisas e, no nosso caso, lançar programas em Português. Tivemos, então, três problemas: 1)todos sabemos, a duras penas, que o nosso idioma é difícil, não é suscinto, mas ao contrário, altamente prolixo; 2) existem termos ingleses sem tradução adequada; 3) os caras que se propuzeram a traduzir mostraram, com o resultado, que não tinham bom senso nem conhecimento suficiente do Português nem do Inglês. Digo e provo com um bom exemplo.

O termo “caracteres” cujo significado é “marcas, sinais particulares, símbolos com significado especial, sinais usados na escrita ou na imprensa” é o plural da palavra “caráter”, que também significa “qualidades inerentes aos indivíduos, aspectos psicológicos da individualidade e que distingue uma pessoa da outra”. Pois houve um iluminado que resolveu inventar o termo “caractere” (com uma absurda sílaba tônica no “te”) como sendo o singular de “caracteres”, sem dúvida por desconhecer o termo correto. Isso se espalhou como um vírus, multidões de profissionais de informática falam errado, o termo foi parar no dicionário de informática e não há nada que eu, você ou os imortais da Casa de Machado de Assis possamos fazer a respeito.

Mais Bagunça

Já viu a opção “SALVAR” no menu “ARQUIVO” dos programas para Windows? Foi traduzido do termo inglês “SAVE”, que significa “guardar, armazenar”. Não se deve traduzir coisas ao pé da letra. Deve se fazer uma versão, pois cada idioma têm suas idiossincrasias (uau, sô!) só que o pretenso tradutor nem quis saber e mandou bala, criando uma coisa meio (meia é no pé, na entrada do cinema ou na pizzaria) sem sentido para quem tem de usar o programa. Poderiam ter pago um cachezinho para o pessoal do Nossa Língua Portuguesa só pra não sair um tróço (não tem acento, mas é bom indicar a pronúncia certa, neste caso!) feio desses.

Gutemberg inventou os TIPOS móveis, caracteres de imprensa, mais fáceis de usar que os antigos chineses, que eram fixos. Sabe-se lá por quê, em inglês eles se chamam FONTS. Aí, chegou um Gatesberg tupiniquim da vida e criou as FONTES. É de doer. Não defendo o Inglês, mas defendo o seu uso na Informática para não se fazer uma salada russa com o nosso belo idioma, que já é tão massacrado, principalmente em legendas de filmes.

O Corretor Incorreto

Outra coisa legal são os corretores ortográficos. Uma vez usei um que corrigiu o termo “exceção” para “excessão”. Depois disso resolvi: prefiro errar sem ajuda. É mais barato e não me sinto com cara de trouxa. Só de burro mesmo. E a cada dia que passa, nesse mar de iniqüidade lingüística, percebo melhor o sentido daquela piadinha: “Sabe quem Castrô Alves? Machado de Assis. Sabe com quê? Casmões! Eça é de Queiroz.

Salvadorlaviano@walla.com

 
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Os Computadores Mortos-vivos

Salvador Laviano em 6 nov 2008 | 204 views |

Você está confortavelmente sentado à frente de seu monitor, passeando alegremente pela Internet, carregando páginas e mais páginas, na boa, e nem desconfia que seu PC pode estar a serviço do alheio que, neste caso, é um hacker que fez do seu computador uma ferramenta do crime! É isso aí! Esses caras já deixaram de ser estudantes querendo se mostrar e se tornaram bandidos profissionais que enviam programas para o computador de pessoas incautas, como se fossem vírus, fazendo deles zumbis manipulados a distância.

Esses computadores caseiros, controlados remotamente, ficam cometendo barbaridades sem que seu dono fique sabendo, como invadir sites, roubar informações confidenciais de pessoas ou empresas, hospedar material ilegal etc. Às vezes, são redes com centenas de milhares de computadores controlados por uma só pessoa. Isso está crescendo assustadoramente no Brasil, que já possui metade dos PC zumbis da América Latina, segundo uma pesquisa da Symantec (empresa que faz o Norton) divulgada em Outubro de 2006. Usar banda larga, então, deixa o serviço mais fácil ainda para os invasores que já estão cometendo esse crime virtual de fora do Brasil. É mole?

Desse modo, ingênuo leitor, podemos ver que esse tipo de crime é de difícil combate, pois conta com dois fatores a seu favor. Primeiro, não há limites pelas fronteiras dos países. Segundo, a quase total ignorância do usuário final, ou seja, você, maluco! Craro, Cróvis, não se espante, não. Ou será que você não tava morrendo de vontade de já ir mandando mensagem pela Internet na hora que sentou pela primeira vez na frente do monitor, quando o seu vizinho sabidinho veio te ajudar na hora de montar o PC saído da caixa e ninguém sabia onde ligar o quê? Pra quê ler manual? É só ir fuçando que a gente aprende, diz a voz do povo. E é assim que você entra pelo cano, mano!

E tem outra. O brasileiro é muito xereta e vai logo clicando em links que aparecem em e-mails oferecendo algo e é assim que ele se lasca pois, quase que invariavelmente, são armadilhas digitais. Cautela e um comportamento mais preventivo são aconselháveis, como primeiras medidas a serem adotadas. Evite software pirata, use um bom anti-virus, um bom anti-spam, um bom anti-spywere, um bom anti-o-que-quer-que-seja e mantenha seus programas atualizados, sempre que possível. Desconsidere propostas suspeitas, como cartões de crédito, grana fácil, fotos de assunto do momento, gente famosa pelada etc. E, acima de tudo, nunca clique em algo que tenha a extensão “.exe”. Isso , provavelmente, será um programinha que vai infectar o seu PC. Lembre-se daquele velho ditado: “A curiosidade matou o idiota”.

E tem mais outra. A Polícia Federal tem condições de rastrear o computador que está cometendo os crimes. Se eles baterem na sua porta e você nem tiver idéia do que eles estiverem falando, mesmo assim você vai ter que se explicar. Um passarinho verde me contou que, num planeta distante, um cara que deixa seu computador sem segurança, pode ser preso por negligência, se algo der bode. Mas estamos falando de outro planeta, onde a Lei é diferente, os usuários são diferentes, a língua é diferente. Até os criminosos são diferentes!

 
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Computador vivo utiliza microrganismos

Pasquale Laviano em 18 out 2008 | 362 views |

Material genético de bactérias pode ser aproveitado na solução de problemas matemáticos complexos. Longe de ser aquela máquina eletrônica convencional baseada no silício, cientistas construíram um computador a partir de um fragmento circular de DNA que foi inserido na célula de uma bactéria viva. Depois o microrganismo foi liberado para resolver problemas matemáticos.

“Um computador é qualquer sistema capaz de ler uma informação de entrada e fornecer uma saída compreensível” explica Karmella Haynes, uma bióloga do Davidson College na Carolina do Norte e co-autora de um novo estudo, publicado no Journal of Biological Engineering. Haynes e seu grupo aproveitaram o potencial de recombinação do DNA para resolver o chamado “problema das panquecas queimadas”: um quebra-cabeça cujo desafio está em empilhar panquecas de diferentes tamanhos, queimadas de um lado e bem cozidas do outro, utilizando o menor número de inversões e ordenando-as de tal forma que as maiores fiquem embaixo e todas tenham a parte queimada viradas para baixo.

Tom Ran, um aluno de pós-graduação do laboratório onde trabalha o cientista da computação Ehud Shapiro, no Instituto Weizmann, em Rehovot, Israel, afirma: “Este é o primeiro trabalho que encontrei utilizando células vivas para solucionar problemas específicos de ciência da computação.”

Haynes e seu grupo mostraram que, utilizando o DNA como um computador, poderiam resolver o problema das panquecas queimadas. Se seu sistema pudesse ser ampliado, poderiam solucionar problemas complexos como rotas mais eficientes entre Chicago e Singapura ou a melhor forma de distribuir chamadas telefônicas através dos Estados Unidos – um desafio que empresas como a FedEx e a AT&T vem enfrentando há anos. Além disso, os problemas seriam resolvidos em apenas uma fração do tempo gasto pelos computadores convencionais.

Pesquisadores pretendem utilizar computadores vivos em várias outras aplicações, como uma forma de detectar mudanças em sistemas vivos – como câncer em órgãos internos ou a propagação de contaminantes em lagos.

“Computadores vivos poderão realizar tarefas que os computadores comuns não conseguem”, avalia Len Adleman, cientista molecular da University of Southern California. “Por exemplo, é difícil imaginar que um computador convencional possa ser colocado em células de uma bactéria”.

Um grupo de pesquisadores da Davidson and Missouri Western State University, em St. Joseph, inseriu um segmento circular independente de DNA – chamado plasmídio — em uma cepa benigna da bactéria intestinal, unicelular, Escherichia coli. Algumas cepas dessa bactéria podem produzir envenenamento alimentar. O grupo modelou um problema simples de inversão de duas panquecas, usando dois segmentos do DNA — um longo e outro curto, que foram inseridos na célula com ordem e orientação aleatórias. Os cientistas também adicionaram uma enzima da bactéria Salmonella que é capaz de inverter fragmentos genéticos.

Os segmentos requerem um certo número de inversões, em um dado intervalo de tempo, para se posicionarem na configuração correta. Ao atingir a orientação correta, cada microrganismo recebe uma recompensa: imunidade ao antibiótico tetraciclina. Depois de um certo período, os pequenos computadores foram expostos ao antibiótico – somente aqueles com a orientação correta do segmento sobreviveram. A partir disso, é possível saber que células tinham resolvido corretamente o problema da inversão, porque as que não conseguiram, morreram.

Haynes explica que a expectativa de se construir computadores vivos em células depende de um processamento paralelo: como são células são vivas, se replicam, e ao copiar os segmentos plasmídios e a enzima da Salmonella em novas células, estarão multiplicando continuamente o número de processadores que trabalham no problema, permitindo assim chegar a uma solução mais rápida que com um computador comum.


Embora o problema das panquecas queimadas com duas inversões utilizado nesse estudo seja relativamente simples, é importante observar que para seis panquecas, o número possível de pilhas é de 46.080 e para 12, aproximadamente dois trilhões. Haynes comenta que “se tivéssemos 11 ou 12 panquecas, o computador convencional levaria meses para solucionar o problema.”

Fonte: Scientific American Brasil

Os Levianos © 2009 Os Levianos Tema por Pasquale Laviano.






   
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